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Sobrepeso e a Obesidade: Entenda as causas

Sobrepeso e a obesidade

O sobrepeso e a obesidade são caracterizados pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, o que pode desencadear diversos problemas de saúde, como hipertensão, diabetes, problemas renais, retenção de líquidos, entre outros. No entanto, por trás desse acúmulo de peso, existe uma comunicação mais profunda do indivíduo sobre o que está acontecendo em sua vida e em seu sistema familiar. Não se trata apenas de má alimentação, falta de exercícios ou questões metabólicas. Pode estar relacionado a questões emocionais, familiares e traumas sofridos por essa pessoa.

Essas “calorias extras”, falam de um peso inconsciente, quer nos falar sobre o que é estressante no dia a dia, das dificuldades enfrentadas, das dores e das mágoas que ninguém nunca as ouviu sem “diminuir” ou minimizar o sentimento do que está acima do peso.

Com esse texto quero te mostrar a Visão Sistêmica sobre o sobrepeso e a obesidade, explorando os aspectos emocionais, psicológicos e familiares envolvidos nessas condições. Ao compreender as raízes dessas questões, torna-se possível auxiliar as pessoas que buscam emagrecer e alcançar um estilo de vida mais saudável de forma mais efetiva.

A Síndrome do Urso

Costumo chamar o sobrepeso e a obesidade de à “Síndrome do Urso” e ao decorrer neste blog, você compreenderá melhor sobre isso.

Assim como um urso se torna grande e imponente para se proteger de predadores, as pessoas com sobrepeso e obesas desenvolvem a “camada de gordura” como uma armadura protetora contra agressões emocionais, físicas ou psicológicas.

Afinal de contas, essa “armadura” é uma forma inconsciente de comunicar: “Ninguém me ataca”, “Ninguém chega perto de mim” ou “Eu demonstro que não estou disponível para ninguém”. É uma maneira de ser menos atraente para agressores potenciais e se proteger de possíveis ameaças.

Porém, com todos esses detalhes, devemos nos lembrar que cada pessoa é única e cada um revela algo oculto de seu inconsciente. Enquanto alguns acreditam que seja pela má alimentação e a falta de exercícios físicos, outros acreditam que seja o motivo de após o filho, nunca mais ter conseguido voltar ao peso ideal. Outros pensam que o motivo seja pelos hormônios desregulados, enquanto outros acreditam que o metabolismo é lento. Por outro lado, existem pessoas para as quais é um “decreto” familiar, do qual diz: “É uma genética familiar e não posso sair disso”. Conseguir perceber nessa última frase a ideia estabelecida inconscientemente? É como se algo já fosse decretado e nada mais pudesse ser feito.

Mas até o final do blog, perceberá que sim, é possível mudar a forma de pensamento ou crença criada dentro de cada pessoa, e quem sabe, essa pessoa pode ser você ou até mesmo alguém que tanto ama.

Através dessa viagem que faremos, conseguirá unir todas as peças do quebra-cabeça que desencadeiam o problema com o sobrepeso ou obesidade e conseguirá emagrecer com saúde emocional.

Causas Emocionais e Familiares do Sobrepeso e da Obesidade

Por trás do sobrepeso e da obesidade, existem diversas causas emocionais e familiares que precisam ser exploradas e compreendidas. Algumas dessas causas incluem:

1. Abandono e Rejeição: As pessoas com sobrepeso e obesas carregam traumas de abandono ou rejeição por parte dos pais ou figuras importantes em suas vidas. Elas podem ter se sentido desprotegidas e negligenciadas emocionalmente, levando-as a buscar conforto e preenchimento através da comida.

2. Raiva e Mágoas Reprimidas: Frequentemente, essas pessoas engolem raiva, mágoas e rancor por terem sido emocionalmente lesionadas. Elas não conseguem expressar esses sentimentos de forma saudável, então os reprimem, o que pode levar ao acúmulo de peso. É como se a raiva “entrasse pela boca” e descesse por vários órgãos sobrecarregando-os em suas funcionalidades. Logo mais abaixo desse texto, você saberá quais órgãos são acarretados e compreenderá todo o caminho percorrido pela raiva e mágoa, mas antes continue seguindo cada tópico.

3. Medo da Escassez e da Falta: O excesso de peso pode ser uma tentativa de suprir uma falta emocional ou material. Pessoas que vivenciaram situações de escassez ou privação na infância ou em suas famílias podem desenvolver esse comportamento como uma forma de se proteger da falta de algo que é considerado muito importante para a vida dessa pessoa.

A situação de escassez na família pode ser relacionada tanto à escassez de afeto quanto à escassez de alimento também. Podemos buscar algum histórico, seja na vida pessoal quanto na árvore genealógica, pessoas que passaram muita fome, tinham pouco para comer, ou até mesmo pessoas que tiveram pouco afeto e carinho.

4. Traumas Familiares: Eventos traumáticos na família geram grandes impactos na vida da pessoa, pois o sistema familiar, que atua também no inconsciente coletivo, busca formas de reparar essas dores ocasionadas pelos eventos traumáticos. Violência extrema, desvalorização, abuso, abortos, acidentes trágicos, guerras ou situações de refúgio podem contribuir para o desenvolvimento da obesidade ou do sobrepeso como uma forma de lidar com essas experiências dolorosas.

Isso acontece devido ao fato de estarmos inseridos em uma família e termos memórias inconscientes que procuram resolver algum problema. Enquanto estamos inconscientes do problema, somos “tomados” por essa consciência coletiva, e esse estado de inconsciência está relacionado à lealdade genealógica, da qual seguimos caminhos difíceis e pesados como uma forma de “honrar” os membros da família que sofreram.

5. Dinâmicas Familiares Disfuncionais: Padrões familiares que passam de geração após geração como pai ou mãe ausentes, seja física ou emocionalmente, como a falta de afeto, proteção ou reconhecimento dos pais, bem como expectativas irrealistas ou críticas constantes, podem levar à busca por conforto emocional através da comida.

Quando ampliamos nosso olhar para a vida da pessoa que não consegue emagrecer, percebemos que os pais também tiveram grandes dificuldades com os pais, no caso, os avós do compulsivo.

O caminho Biológico e Simbólico da obesidade

Além dos aspectos emocionais e familiares, é importante compreender o caminho biológico e simbólico dos órgãos e sistemas do corpo humano, pois os problemas que iniciam devido ao impacto traumático sobrecarregam um órgão devido à mensagem enviada dos neurotransmissores. Para evitar que um órgão se sobrecarregue sozinho (para não ocorrer uma pane no sistema), outros órgãos entram em disfunção para compensar aquele que ficou sobrecarregado. Segundo o site do Ministério da Saúde, “tanto o sobrepeso quanto a obesidade se referem ao acúmulo excessivo de gordura corporal. O que difere os dois conceitos é a quantidade desse excesso e, consequentemente, a gravidade. O sobrepeso está relacionado a um percentual menor quando comparado à obesidade, que tem uma quantidade de gordura maior e há maior probabilidade de impactar na saúde como um todo”.

Sendo assim, conforme a pessoa sofre os impactos traumáticos, cada impacto traz uma certa configuração para o cérebro da pessoa, fazendo com que a parte cognitiva receba uma informação de um “certo perigo”. Assim, envia mensagens para os órgãos responsáveis pelas “defesas” necessárias, para que os mesmos entrem em um “estado de alerta”, fazendo com que joguem informações para o corpo todo sobre um “possível” ataque, acarretando vários órgãos e desestabilizando o organismo da pessoa, criando camadas de gordura (uma armadura contra possíveis ataques). Entre os órgãos afetados pelo sobrepeso ou obesidade estão:

  1. Os Rins: Problemas nos rins podem indicar preocupações com a própria existência, a sobrevivência e a capacidade de cuidar de si mesmo e/ou da família. Estão relacionados à energia vital e à vitalidade.
  2. Retenção de Líquidos: Representa o sentimento de estar “fora do lugar”, deslocado ou sem rumo na vida. Pode indicar falta de pertencimento familiar ou dificuldade em encontrar o próprio lugar no mundo.
  3. Tireóide: Problemas na tireoide podem surgir quando a pessoa se sente presa em situações indesejadas ou se cobra excessivamente para ser rápida e cumprir expectativas.
  4. Pâncreas: Está relacionado à resistência e à luta contra algo. Problemas no pâncreas podem indicar que a pessoa está resistindo a uma situação ou precisa de energia para enfrentar um desafio.
  5. Fígado e Apêndice: O fígado representa o medo da fome, da escassez e da carência, enquanto o apêndice está ligado à dificuldade em liberar mágoas e perdoar situações passadas.

Ao compreender esses aspectos biológicos e simbólicos, torna-se possível identificar as causas subjacentes do sobrepeso e da obesidade em cada indivíduo e auxiliá-lo de forma mais efetiva em seu processo de transformação.

Intervindo com a Investigação Sistêmica MOS

Durante a investigação sistêmica, olharemos por todos os ângulos, do macro (consciência coletiva) ao micro (consciência pessoal), para auxiliar de forma mais efetiva. Com isso, consideramos seu histórico de vida e seu histórico familiar, ou seja, olharemos a partir de sua concepção até mesmo às histórias de sua árvore genealógica.

O papel aqui não é ir contra o que a pessoa viveu, mas sim encontrar e compreender quais são as estruturas de crenças mais profundas e que a pessoa defende inconscientemente com “unhas e dentes”. Essas crenças podem envolver exclusões da própria pessoa no ambiente que está inserida, quanto também ao histórico familiar da árvore genealógica que se compõe de membros com destinos muito delicados e difíceis.

Para clarear ainda mais para você que chegou até aqui, trarei alguns pensamentos e crenças ocultos, que estão associados à consciência pessoal, ou seja, no nível mais profundo do ser único, baseados nos atendimentos que fiz:

  • “Me sinto desvalorizado com a forma que sou tratado.”
  • “Não tem valor no que eu faço.”
  • “Não importa o que eu faça, ninguém reconhece o meu valor.”
  • “Esperei tanto, para nada!”
  • “Me casei e agora posso ser quem eu sou, porque meu cônjuge me ama como sou, então posso relaxar e me soltar.”
  • “É tudo igual para todos, se o outro come ‘tanto’, eu também comerei o mesmo ‘tanto’ para acompanhá-lo.” (Dessa forma, demonstro o quanto o/a amo.)
  • “As pessoas da minha família passaram tanta fome (de comida, de dinheiro, de afeto…).”
  • “Estou sem direção, sem rumo… (Então, continuo perdido sem saber para onde ir.)”
  • “Não sei o que fazer.”
  • “Eu resisto a isso.” (Luta ou Fuga)
  • “Eu preciso de mais açúcar para resistir (então como mais doces).”
  • “Eu vou para meu canto, pois assim ninguém me machuca.”

Essas são apenas algumas entre várias crenças que já identifiquei nos atendimentos que fiz. Talvez você saiba ou não, mas a obesidade e o sobrepeso estão também relacionados à consciência coletiva, o que significa estar relacionado com histórias da família de acordo com a árvore genealógica. Algumas delas são:

  • Restabelecimento de todas as Ordens: Hierarquia, Pertencimento e Equilíbrio
  • Amor interrompido (Mãe ou Pai)
  • Abusos (físico, verbal, emocional ou sexual)
  • Migrações e Refugiados por escassez de alimento
  • Membros familiares com problemas ou até mesmo câncer no fígado
  • Extrema violência contra a integridade da vida

Mas e aí? E depois que identificá-las? O que fazer?

Você pode ajudar a pessoa a acolher e reconhecer aquele momento que foi tão difícil e traumático seja na vida dela ou de sua família. O acolhimento genuíno sempre acontece ao trazer sua própria verdade e o como a pessoa se sentiu em relação ao fato ocorrido.

Durante esse processo, há algumas frases de solução que podem contribuir para que a pessoa sinta a sanção da dor e a alma libertando-a das dores do passado, segue abaixo algumas frases:

  • “Sim, foi assim que aconteceu.”
  • “Sim, foi muito desafiador e já aprendi com isso. A partir de hoje, posso fazer diferente.”
  • “Eu segui os passos dos meus antepassados; Foi muito difícil, mas a partir de hoje, os honrarei através do reconhecimento do meu próprio valor, assim, eu me alegro com eles e eles comigo.”
  • “Eu reconheço o meu valor e posso colocar limites sempre que for necessário.”
  • “Eu posso seguir no meu ritmo e no meu momento, assim, eu respeito o movimento do meu espírito e da minha própria natureza.”
  • “Reconheço a falta de afeto da mãe/do pai, e hoje, eu posso fazer diferente do que foi. Tenho muito afeto para entregar aos meus. Tenho afeto, mas também colocarei limite quando for necessário.”

Considerações Finais

O sobrepeso e a obesidade são condições complexas que envolvem aspectos emocionais, psicológicos, familiares e biológicos. Ao adotar a Visão Sistêmica, é possível compreender as raízes dessas questões e auxiliar as pessoas a superarem seus desafios de forma mais abrangente e duradoura.

Lembre-se de sempre considerar a consciência pessoal e coletiva do indivíduo, levando em conta seu ambiente e as dinâmicas familiares envolvidas. Apenas assim será possível oferecer uma ajuda verdadeiramente eficaz e transformadora.

Que este texto possa ser um guia valioso em sua jornada de autoconhecimento e no atendimento compassivo àqueles que buscam superar o sobrepeso e a obesidade.

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